A NOSSA VISÃO
Todas as mulheres merecem sentir-se seguras, respeitadas e ouvidas - desde o primeiro batimento cardíaco até aos primeiros meses de maternidade.
Born to be Wild é um coletivo de pais que acredita que todas as mulheres merecem sentir-se seguras, respeitadas e ouvidas. Documentamos, recomendamos e amplificamos as vossas vozes. E exigimos melhor.
A NOSSA VOZ É POLÍTICA
O parto respeitoso não é uma escolha de estilo de vida. É uma questão de saúde pública, direitos humanos e justiça social.
Estes números refletem um sistema que precisa de reforma estrutural. A Born to be Wild não se opõe à intervenção médica quando ela é clinicamente indicada; defendemos cuidados baseados em evidência, consentimento informado e o direito de cada mulher a escolher. Não somos anti-medicina. Somos pró-escolha, pró-informação e pró-mulheres. Acreditamos que, quando os pais estão informados, são ouvidos e recebem apoio, os resultados melhoram para todos.
38%
Taxa de cesarianas nos hospitais públicos, mais de 1 em cada 3 partos. A OMS recomenda um máximo de 15%.
65%
Taxa de cesarianas nas clínicas privadas, quase 2 em cada 3 partos. É aí que a maioria dos expatriados dá à luz.
47%
dos partos vaginais envolvem episiotomia. A OMS recomenda-a apenas em casos específicos, nunca de forma rotineira.
< 1%
Estimativa de partos em casa em Portugal. As parteiras independentes não têm reconhecimento legal e ainda não existem centros de nascimento.
30%
das mulheres em Portugal referiram ter sido submetidas a procedimentos sem consentimento durante o parto. Entre mulheres negras e racializadas, o número é ainda mais elevado.
0
0 centros de nascimento em Portugal. Nos Países Baixos, 13% dos partos acontecem fora do hospital. No Reino Unido, em França ou na Alemanha, unidades lideradas por parteiras são uma opção padrão.
Seis princípios para um parto respeitoso
Aquilo em que acreditamos
Respeito
Todas as mulheres se sentem seguras e respeitadas durante a gravidez. A gravidez merece presença humana, não ser reduzida a protocolos.
Consentimento
Todas as mulheres merecem informação honesta e baseada em evidência para tomar decisões verdadeiramente informadas, sem pressão institucional ou incentivos financeiros. O consentimento não é opcional nos cuidados de maternidade. É um direito fundamental.
Fisiologia
O parto não é uma emergência por defeito. Dar tempo à fisiologia. Confiar no corpo.
Hora dourada
A primeira hora depois do nascimento pertence à mãe e ao bebé. Os hospitais têm de a proteger.
Continuidade dos cuidados
Todas as mulheres merecem conhecer e confiar no profissional que as acompanha durante a gravidez, o parto e o pós-parto.
Parteiras
As parteiras devem ser livres para exercer. A sua experiência salva vidas, e o seu papel deve ser legalmente protegido e valorizado.
O que tem de mudar em Portugal
Um sistema de parto respeitoso não é um sonho. Existe em muitos países.
Os ingredientes são conhecidos.
O reconhecimento pleno das parteiras independentes e do seu direito a exercer de forma autónoma.
As parteiras devem ter pleno direito a exercer de forma autónoma. A sua experiência salva vidas, e o seu papel deve ser legalmente protegido e valorizado.
Continuidade dos cuidados
Todas as mulheres merecem conhecer e confiar no profissional que as acompanha durante a gravidez, o parto e o pós-parto — não conhecer um desconhecido na sala de parto.
Legalização dos centros de nascimento
As casas de nascimento oferecem um ambiente seguro, humano e não medicalizado às mulheres que as escolhem. Existem por toda a Europa. Está na altura de Portugal avançar.
Acesso a informação honesta e baseada em evidência
Todas as mulheres merecem a informação de que precisam para fazer uma escolha verdadeiramente informada — não informação moldada pela conveniência institucional ou por incentivos financeiros.
Para todas as mulheres, sem exceção
O parto respeitoso não é um privilégio reservado a quem tem o código postal certo, o passaporte certo ou a conta bancária certa.
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